O presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que o lucro do banco no terceiro trimestre de 2026 poderia ser de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões maior caso as taxas de juros ficassem abaixo de 10%. Segundo ele, um ambiente de juros menores permitiria expandir a carteira de crédito em cerca de 20%.
No balanço divulgado um dia antes, o banco informou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no período, alta de 14,6% na comparação anual. Ao mesmo tempo, as provisões para perdas com crédito somaram R$ 10,6 bilhões, um aumento de 24,3% em doze meses.
Inadimplência em alta
O indicador de inadimplência acima de 90 dias chegou a 4,6%, ante 4,3% no trimestre anterior e 4,1% um ano antes. Para o executivo, o momento exige cautela, pois o comprometimento da renda das famílias e o endividamento das empresas dificultam a expansão do crédito.
Noronha também comentou que um ajuste nas contas públicas poderia abrir caminho para juros mais baixos no futuro, citando 2028 como horizonte possível, sem fazer projeções para 2027. Ele ressaltou que a redução do endividamento das famílias não ocorre de forma imediata.
O que isso significa
Os juros influenciam o custo do crédito para pessoas e empresas e, consequentemente, a rentabilidade dos bancos. Ao mesmo tempo, a inadimplência mostra a dificuldade de quem está com dívidas em dia. Para o investidor iniciante, acompanhar esses indicadores ajuda a entender como o cenário econômico pode afetar o resultado de instituições financeiras.
