O ouro negociado em contrato futuro na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York, caiu nesta sexta-feira (23) e ficou abaixo da marca de US$ 4 mil por onça-troy. Na semana, o metal acumulou desvalorização de pouco mais de 4%.
A prata para o mesmo mês também recuou no pregão e registrou perda próxima de 6% no período semanal.
Fatores que pressionaram os metais
- Alta do petróleo, que elevou as preocupações com a inflação.
- Tensões no Oriente Médio, que ajudaram a sustentar os preços da energia.
- Queda recente do índice Nasdaq, que levou investidores a buscar liquidez.
- Vendas da Rússia em suas reservas de ouro, segundo uma avaliação citada pela análise.
Analistas ouvidos pela reportagem avaliam que o movimento recente foi marcado por vendas especulativas de curto prazo. Também apontam que uma recuperação mais consistente dependeria da estabilização dos preços de energia e da continuidade das compras por bancos centrais e fundos de investimento.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deve manter os juros inalterados na próxima reunião de política monetária, segundo expectativa mencionada no mercado.
O que isso significa
O ouro costuma ser visto como reserva de valor, mas seu preço oscila conforme juros, inflação, câmbio e o apetite por risco. Quando o petróleo sobe e a inflação preocupa, os juros tendem a permanecer elevados por mais tempo, o que pode reduzir a atratividade de ativos que não pagam rendimento, como o ouro. Acompanhar esses fatores ajuda o investidor iniciante a entender variações de curto prazo.
