Mesmo sendo chamada de renda fixa, a aplicação pode registrar perdas em certas situações. A taxa de retorno é definida na contratação, mas o valor de negociação do título antes do vencimento pode variar conforme as condições do mercado, especialmente quando os juros mudam.
Taxa fixa não é preço fixo
Segundo uma analista de crédito de renda fixa, o que fica definido na compra é a remuneração, e não o valor de venda. Por isso, quem vende antes do prazo pode ter ganho ou prejuízo, conforme o preço de mercado naquele momento. Uma queda momentânea de preço não indica, por si só, problema com o emissor.
Outros riscos envolvidos
- Risco de crédito: possibilidade de o emissor não cumprir o pagamento combinado. Debêntures de empresas, por exemplo, não têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
- Liquidez: facilidade de vender o título antes do vencimento. Em alguns casos, a venda antecipada acontece por um valor abaixo do esperado.
Também foi comentado que, com a taxa básica de juros (Selic) ainda em patamar elevado, a renda fixa segue com atrativos, e que diversificar entre diferentes indexadores e prazos ajuda a reduzir riscos. Na comparação citada, a poupança rende menos do que alternativas como o Tesouro Selic e CDBs que pagam 100% do CDI, considerando o Imposto de Renda.
O que isso significa
Renda fixa não significa ausência de risco. Antes de investir, vale entender a diferença entre taxa contratada e preço de mercado, verificar se o título tem garantia do FGC e considerar se você pode manter a aplicação até o vencimento.
