Nos Estados Unidos, um projeto de lei que definiria regras para o mercado de criptomoedas foi arquivado pelo Senado após mais de um ano de debates. Um dos pontos mais disputados era se as stablecoins, criptoativos ligados ao valor de moedas tradicionais, poderiam pagar juros aos seus usuários.
De um lado, empresas do setor cripto defendiam essa possibilidade. Do outro, bancos argumentavam que pagar mais do que os depósitos bancários poderia fazer o dinheiro sair do sistema tradicional e, com isso, reduzir a oferta de crédito para famílias e pequenas empresas.
Como os bancos criam crédito
A visão mais comum é que um banco empresta o dinheiro que recebe dos depositantes. Na prática, ao conceder um empréstimo, a instituição registra um novo saldo na conta do tomador, criando moeda escritural. Ou seja, o crédito não depende apenas de dinheiro previamente depositado.
O limite para essa expansão é o capital próprio do banco, formado principalmente pelo patrimônio dos acionistas e por algumas dívidas de longo prazo, que absorvem perdas antes dos depositantes. Esse colchão é exigido por regras de supervisão justamente para proteger o sistema financeiro.
No Brasil, instituições de pagamento que oferecem rendimento sobre saldos já competem com os bancos há alguns anos, o que ampliou as opções disponíveis para os usuários.
O que isso significa
Para o investidor iniciante, o ponto central é entender que crédito, depósito e capital são conceitos distintos. Saber como o sistema financeiro funciona ajuda a avaliar melhor produtos como contas remuneradas, fundos e investimentos em cripto, sempre observando riscos e regulação.
