Como a conta é feita
A fórmula é direta: reserva = custo de vida mensal × meses de cobertura. O que muda de pessoa para pessoa é o número de meses. Quem tem renda muito estável costuma usar 3 meses; quem trabalha com carteira assinada, cerca de 6; quem é autônomo, PJ ou tem renda que oscila, 12 meses ou mais. Com filhos ou outras pessoas que dependem só de você, a calculadora soma mais 3 meses.
Para estimar o tempo até completar, a simulação parte do que você já guardou, soma o depósito de cada mês e aplica o rendimento mensal equivalente ao percentual do CDI que você escolheu (21 dias úteis por mês, como fazem os títulos pós-fixados). O mês em que o saldo passa da meta é o resultado.
Exemplo prático
Uma pessoa com carteira assinada gasta R$ 4.000 por mês com o essencial. Seis meses de cobertura dão uma reserva de R$ 24.000. Se ela já tem R$ 2.000 e guarda R$ 600 por mês, faltam R$ 22.000 — sem rendimento nenhum seriam quase 37 meses. Com o dinheiro rendendo perto do CDI, os juros encurtam esse caminho em alguns meses. Mude os números ao lado e veja o seu caso.
O que conta como custo de vida
Entra aqui o que você continuaria pagando mesmo sem salário: aluguel ou prestação da casa, condomínio, luz, água, internet, mercado, transporte, plano de saúde, remédios, escola e dívidas com parcela fixa. Ficam de fora viagens, compras por impulso e assinaturas que dá para cancelar.
Se você não sabe o seu número, olhe o extrato dos últimos três meses e tire a média. A calculadora de orçamento 50-30-20 ajuda a separar o essencial do resto.
Onde a reserva costuma ficar
Uma reserva precisa de três coisas: baixo risco, resgate no mesmo dia (liquidez diária) e rendimento que ao menos acompanhe a inflação. Por isso ela costuma ficar em títulos públicos pós-fixados ou em aplicações bancárias de liquidez diária cobertas pelo FGC (o fundo que garante até R$ 250 mil por CPF e instituição). Ações, fundos imobiliários e investimentos com prazo de carência não combinam com dinheiro que pode ser preciso amanhã. Veja como funcionam o Tesouro Direto e o CDI de hoje.
Perguntas frequentes
Quantos meses de reserva de emergência eu preciso?+
A referência mais usada é de 3 meses para renda muito estável, 6 meses para quem tem carteira assinada e 12 meses ou mais para autônomos, PJ e renda variável. Quem tem dependentes costuma somar alguns meses. É uma referência educativa: o número certo depende da sua segurança no emprego e dos seus gastos fixos.
A reserva de emergência deve render quanto?+
O objetivo principal é proteger, não multiplicar. Um rendimento próximo de 100% do CDI já costuma superar a inflação. Mais importante que a taxa é conseguir resgatar no mesmo dia, sem perder dinheiro.
Posso usar o limite do cheque especial como reserva?+
Não é recomendável tratar crédito como reserva: o cheque especial e o rotativo do cartão estão entre os juros mais altos do mercado. A reserva existe justamente para você não precisar deles numa emergência.
O FGTS conta como reserva de emergência?+
Ele pode ajudar em caso de demissão sem justa causa, mas não está disponível para outras emergências, como doença ou conserto. Por isso a conta desta página considera só o dinheiro que você pode sacar quando quiser.
Depois de completar a reserva, o que fazer?+
Com o colchão pronto, o dinheiro que sobra pode ir para objetivos de prazo maior, como aposentadoria ou a compra de um imóvel. As outras calculadoras do site ajudam a simular cada um desses caminhos.
