
NOVAS AÇÕES NA BOLSA · FONTE: CVM
IPOs e ofertas de ações na B3
Quando uma empresa estreia na bolsa (IPO), vende novas ações depois de já estar listada (follow-on) ou alguém faz uma oferta para comprar as ações dos acionistas (OPA), a operação passa pela CVM. Esta página reúne todas as ofertas de ações registradas desde 2023, com valor, preço por ação e datas.
Fonte: CVM, que registra todas as ofertas de ações · atualizado em 30/10/2026
Em andamento
0
ofertas de ações
IPOs desde 2023
2
estreias na bolsa
Follow-ons
49
novas vendas de quem já está na bolsa
Valor total das ofertas
R$ 106,87 bi
IPOs + follow-ons
Ofertas de ações em andamento
Nenhuma oferta de ações está em andamento na lista da CVM atualizada em 30/10/2026.
IPOs (ofertas iniciais)
Ofertas que a CVM marca como “oferta inicial”: a primeira vez que a empresa vende ações para o público na bolsa. Clique no nome para ver todos os detalhes, os documentos oficiais e quem comprou.
| Data | Empresa | Valor total |
|---|---|---|
| 07/05/2026 | Compass Gás e Energia S.A.PASS3 | R$ 3,20 bi |
| 15/04/2026 | Vitru Educação S.A.VTRU3 | R$ 203,5 mi |
Follow-ons (ofertas subsequentes)
Empresas que já estavam na bolsa e voltaram a vender ações, seja para conseguir dinheiro novo para a empresa (oferta primária), seja porque um sócio decidiu vender parte das ações dele (oferta secundária).
OPAs (ofertas de compra de ações)
Na OPA o movimento é o inverso: alguém (o controlador, a própria empresa ou outra empresa) se oferece para comprar as ações dos acionistas, muitas vezes para tirar a empresa da bolsa (fechar o capital) ou mudá-la de segmento na B3.
| Data | Empresa | Valor total |
|---|---|---|
| 25/05/2026 | Brava Energia S.A.BRAV3 | R$ 2,67 bi |
| 29/01/2026 | Gol Linhas Aereas Inteligentes SA | R$ 86,0 mi |
Ofertas de ações por ano
| Ano | Ofertas | IPOs | Valor total |
|---|---|---|---|
| 2026 | 11 | 2 | R$ 35,01 bi |
| 2025 | 10 | 0 | R$ 15,53 bi |
| 2024 | 9 | 0 | R$ 25,02 bi |
| 2023 | 21 | 0 | R$ 31,30 bi |
Ofertas de ações e units (pacotes com mais de um tipo de ação) registradas na CVM pelas regras em vigor desde 2023 (Resolução CVM 160), contadas pela data do registro. Valor total = quantidade de ações × preço informados à CVM. Não inclui OPAs nem ofertas que não foram concluídas. Outros 1 pedidos foram cancelados ou perderam o prazo no período.
Como funciona uma oferta de ações
IPO (do inglês initial public offering, oferta pública inicial) é a estreia: a empresa deixa de ter só sócios privados e passa a ter ações negociadas na bolsa. Um follow-on é qualquer oferta seguinte de uma empresa que já está listada. Nos dois casos a oferta pode ser primária (ações novas: o dinheiro vai para o caixa da empresa), secundária (sócios atuais vendem ações que já tinham: o dinheiro vai para eles, não para a empresa) ou mista.
O preço normalmente sai de um bookbuilding (uma espécie de lista de pedidos): os bancos que organizam a oferta recolhem, por alguns dias, quanto os grandes investidores querem comprar e a que preço, e o preço final é definido conforme a procura. Pessoas físicas participam pela “oferta de varejo” reservando ações na corretora, quando a oferta é aberta ao público em geral.
Desde 2023, com a Resolução CVM nº 160, a maioria das ofertas usa o rito automático: o registro sai rápido e a CVM confere tudo depois. Ofertas só para investidores profissionais (quem tem mais de R$ 10 milhões aplicados, além de bancos e gestoras) podem dispensar o prospecto completo, e por isso muitas delas não ficam abertas ao pequeno investidor. Ofertas ao público em geral exigem prospecto e lâmina, os documentos que explicam o negócio, os riscos e o destino do dinheiro.
O que observar antes de entender uma oferta
- Para onde vai o dinheiro: caixa da empresa (primária) ou bolso de sócios que estão saindo (secundária).
- A seção de fatores de risco do prospecto, que a empresa é obrigada a escrever.
- O histórico de resultados: empresas novas na bolsa têm pouco histórico público para comparar.
- O lock-up: o prazo em que os donos da empresa ficam proibidos de vender ações depois da oferta.
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Perguntas sobre IPOs e ofertas
Os dados desta página vêm da lista oficial de ofertas públicas da CVM, que reúne todos os pedidos de oferta feitos pelas regras da Resolução CVM 160. Mostramos só ações e units de empresas (fundos ficam de fora) e ligamos cada empresa ao código da ação dela (como PETR4) pelo cadastro da própria CVM.
O valor e a quantidade são os registrados na CVM. O preço por ação mostrado é a divisão de um pelo outro e pode ser diferente do preço final se a empresa vender um lote extra de ações ou mudar a oferta depois do registro.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre IPO e follow-on?+
IPO é a primeira oferta pública de ações da empresa, quando ela estreia na bolsa. Follow-on é qualquer oferta posterior de uma empresa que já tem ações negociadas.
Pessoa física pode participar de um IPO?+
Só quando a oferta é aberta ao público em geral. Nesse caso existe uma parcela de varejo e a reserva é feita pela corretora, dentro do prazo indicado no aviso ao mercado. Ofertas restritas a investidores profissionais ou qualificados não aceitam o investidor comum.
Oferta secundária coloca dinheiro na empresa?+
Não. Na oferta secundária quem vende são os sócios atuais, e o dinheiro vai para eles. Só a parte primária (ações novas) reforça o caixa da companhia.
O que é OPA?+
Oferta Pública de Aquisição: alguém se propõe a comprar as ações dos acionistas por um preço definido, por exemplo para fechar o capital da empresa ou após a troca de controle. O acionista decide se aceita ou não, conforme as regras do edital.
Por que houve poucos IPOs nos últimos anos?+
Com juros altos, a renda fixa paga bem e sobra menos apetite por risco na bolsa, o que derruba os preços que as empresas conseguiriam na estreia. Por isso muitas preferem esperar, e as ofertas que acontecem são, em sua maioria, follow-ons de empresas já listadas.
Conteúdo só para aprender, produzido pela Redação Investidor Invest. A lista de ofertas não é recomendação para comprar, vender ou entrar em nenhuma oferta. Leia sempre o prospecto e a lâmina oficiais (os documentos que explicam a oferta). Fonte: CVM, atualizado em 30/10/2026.