As ações ligadas à inteligência artificial registraram fortes quedas nos mercados internacionais na quinta-feira (5). O índice Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, recuou 5,52%, uma das maiores quedas diárias desde 2020.
A baixa foi sentida também no S&P 500, que somou perdas de valor de mercado de US$ 3,3 trilhões em um único pregão, montante que supera em quase quatro vezes o valor de todas as empresas listadas na B3, a bolsa brasileira.
Por que o mercado reagiu
O principal receio dos investidores é o volume de recursos que as grandes empresas de tecnologia vêm aplicando na corrida pela IA. O mercado quer entender quando esses bilhões se converterão em lucro.
Somou-se a isso a possibilidade de novas regras para a construção de centros de dados, estruturas necessárias ao funcionamento da inteligência artificial, após uma mudança no equilíbrio político do Congresso americano.
Efeito sobre as gigantes e os fabricantes de chips
As sete maiores empresas de tecnologia dos EUA, conhecidas como Magnificent Seven, perderam juntas cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Os fabricantes de semicondutores, que produzem os chips usados em IA, foram os mais atingidos.
- Nvidia e AMD estiveram entre as maiores quedas
- O índice de semicondutores da Filadélfia recuou mais de 12%
Na sexta-feira (6), a pressão chegou às bolsas asiáticas. No Japão, o Nikkei caiu cerca de 6%, e na Coreia do Sul o Kospi também recuou mais de 6%, levando a bolsa local a interromper temporariamente as negociações por 20 minutos, mecanismo conhecido como circuit breaker, acionado para conter quedas muito acentuadas.
O que isso significa
Quedas tão intensas em poucos dias mostram como o preço das ações pode ser sensível a expectativas sobre o futuro de um setor. Para o investidor iniciante, vale observar que o valor de mercado de uma empresa acompanha não só seus resultados atuais, mas também o que se espera que ela lucre adiante, e que a concentração de investimentos em poucos setores aumenta a exposição a oscilações desse tipo.





