No mês de outubro, o Ibovespa recuou 9,88%, a maior queda mensal desde junho de 2022. O movimento veio após o resultado da eleição presidencial, em um cenário de alta do dólar, subida dos juros de longo prazo e maior preocupação com as contas públicas.
Quem subiu no mês
Apenas 11 das 76 ações do índice fecharam outubro no positivo. Entre elas estão empresas de petróleo, papel e celulose, telecomunicações, seguradoras e siderurgia. Em comum, costumam ter receitas atreladas ao dólar, forte geração de caixa, pagamento elevado de dividendos ou menor dependência da economia brasileira.
Quem mais caiu
O grupo de maiores quedas reúne 26 papéis com perdas superiores a 20%, a maioria ligada ao consumo interno e, por isso, mais sensível aos juros. Empresas de varejo, construção, saúde e locação de veículos estiveram entre as mais penalizadas, algumas com recuos acima de 30% no período.
Os juros futuros, que indicam as taxas esperadas para os próximos anos, subiram de forma acentuada após a eleição. Com isso, parte dos investidores passou a apostar que a taxa básica, a Selic, deve permanecer em 13,75% ao ano por mais tempo.
Outros destaques
Algumas empresas tiveram notícias específicas no período, como uma negociação tributária envolvendo a Cosan e a Fazenda Nacional, além do encerramento de conversas para a venda de uma participação em outra companhia do grupo. Esses fatos se somaram à volatilidade geral do pregão.
O que isso significa
Quando os juros sobem e o câmbio fica mais instável, empresas dependentes do mercado interno tendem a sofrer mais, enquanto as que recebem em dólar podem ser menos afetadas. Para quem está começando, vale entender como cada setor reage ao cenário macroeconômico antes de tomar qualquer decisão de investimento.





