O principal índice da bolsa brasileira reverteu as quedas recentes e fechou o pregão em alta, com ganho acumulado de cerca de 0,30% na semana. Em paralelo, o dólar à vista encerrou o período valorizado frente ao real.
Juros e fiscal no centro das atenções
O Comitê de Política Monetária, responsável por definir a taxa básica de juros do país, optou por manter a Selic em 13,75% ao ano. A decisão era esperada e sinalizou uma pausa no ciclo de cortes, o que trouxe certo alívio aos investidores.
Por outro lado, dúvidas sobre o equilíbrio das contas públicas voltaram a pesar sobre o humor do mercado, já que o governo discute mudanças na condução da política econômica e há expectativa de um anúncio sobre ajuste fiscal.
Influência do exterior
Nos Estados Unidos, o resultado das eleições legislativas de meio de mandato alterou o equilíbrio de forças no Congresso. Após uma alta inicial, as bolsas norte-americanas recuaram por receio de impactos no setor de tecnologia e de inteligência artificial.
Dados do mercado de trabalho americano também surpreenderam para cima, com abertura de vagas acima do esperado. Esse cenário fortaleceu a expectativa de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, em dezembro.
No pregão final, o índice local recuperou parte das perdas da semana, com destaque para bancos, varejo e a mineradora Vale, em um movimento de recuperação de ações ligadas à atividade econômica.
O que isso significa
Decisões de juros e movimentos fiscais costumam influenciar o câmbio, a inflação e o desempenho da bolsa ao mesmo tempo. Para o investidor iniciante, acompanhar esses fatores ajuda a entender por que o mercado oscila em períodos de incerteza, sem que isso represente, por si só, uma indicação de compra ou venda.




