O ouro encerrou a sessão desta terça-feira em queda na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, após ter chegado a níveis ainda mais baixos ao longo do dia. A prata também recuou, com desempenho ainda mais fraco que o do metal dourado.
O que pressionou os preços
A alta da energia, especialmente do petróleo, reacendeu a preocupação com inflação nos Estados Unidos. O petróleo oscilou em meio a um ataque americano a uma ilha iraniana e a sinais de avanço em negociações mediadas pelo Catar para encerrar um conflito na região.
Os investidores também acompanham o relatório de emprego americano que sairá na sexta-feira. Pelo levantamento de probabilidades do CME Group, o mercado vê, em sua maioria, uma elevação dos juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, na reunião de dezembro.
Visões sobre o metal
- Bancos centrais seguem comprando ouro, o que dá sustentação à demanda.
- Análises apontam que essas compras podem não ser suficientes para evitar uma correção nos preços.
- A demanda por barras e moedas de ouro para investimento foi revisada para baixo pelo Conselho Mundial do Ouro.
Por outro lado, as compras feitas pelos bancos centrais no trimestre foram as maiores desde o fim de 2024, com destaque para Polônia e China.
O que isso significa
O ouro costuma ser visto como proteção contra a inflação, mas juros mais altos tendem a tornar ativos que não pagam rendimento menos atraentes, o que ajuda a explicar a pressão recente sobre o metal. Para quem está começando, vale entender que o preço do ouro reage a juros, inflação e demanda global ao mesmo tempo.





