A XP reduziu a recomendação para a Bolsa brasileira de compra para neutra, citando maior preocupação com as contas públicas e a expectativa de juros elevados por mais tempo, após a eleição presidencial.
Segundo a análise, o cenário macroeconômico tende a ficar mais difícil para as ações, com risco de revisão das projeções de lucro das empresas para 2027 caso a economia desacelere. A corretora também projeta o Ibovespa, principal índice da Bolsa, em 200 mil pontos até o fim de 2027, mas o potencial de retorno seria semelhante ao da renda fixa.
Bolsa mais barata após a queda
Em outubro, o índice recuou com a reavaliação dos ativos locais e a mudança de parte dos investidores para setores considerados defensivos no exterior. Com isso, a relação entre preço e lucro das empresas caiu para cerca de 8,2 vezes, abaixo da média histórica dos últimos dez anos.
Critérios de seleção
Mesmo com as ações mais baratas, a casa prefere empresas com bons resultados, histórico de pagamento de dividendos, exportadoras e com pouca dívida. Segundo a análise, a incerteza permanece elevada, mas a correção abriu espaço para alguns nomes de maior qualidade.
- Papéis com avaliação mais atrativa após a correção.
- Empresas com boa qualidade e resiliência no cenário atual.
- Companhias defensivas com exposição ao dólar.
O que isso significa
Mudanças de recomendação de corretoras refletem apenas a visão de cada casa sobre o mercado e não garantem resultados. Para o investidor iniciante, vale entender a relação entre preço e lucro, a diferença entre juros e renda variável e avaliar o próprio perfil antes de investir.





