As principais bolsas dos Estados Unidos abriram a primeira semana de novembro em alta expressiva, com o Dow Jones, o S&P 500 e a Nasdaq avançando na sessão.
Petróleo em queda puxa o mercado
O movimento de alta foi sustentado principalmente pela forte desvalorização do petróleo, que recuou com sinais de avanço nas conversas diplomáticas entre Washington e Teerã. Os contratos Brent e WTI, duas referências internacionais da commodity, caíram mais de 6% no período da manhã.
Autoridades iraniana e americana sinalizaram, de formas distintas, disposição para uma solução negociada, o que reduz o temor de interrupções no fornecimento de petróleo, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa parte relevante do petróleo mundial.
Balanços e eleições no radar
Além da commodity, os investidores acompanham a divulgação de resultados trimestrais de empresas, com destaque para a Apple, que publica seus números após o fechamento do mercado. Também pesam as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, cujo efeito sobre a economia costuma ser observado pelo mercado.
Na política monetária, o Federal Reserve, banco central americano, manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,0% ao ano na última reunião, com divergência entre membros do comitê. Agora, o mercado aguarda o relatório de empregos de outubro, conhecido como payroll, previsto para sexta-feira (6), que ajuda a indicar o ritmo da economia e a tendência dos juros.
O que isso significa
Quando o petróleo cai, os custos de produção e transporte de muitas empresas tendem a diminuir, o que pode aliviar a inflação e melhorar margens. Por isso, quedas nessa commodity costumam influenciar positivamente as bolsas. Já dados de emprego e decisões de juros do Fed afetam o preço do dinheiro e, indiretamente, o valor das ações e o câmbio, por isso são acompanhados de perto pelos investidores.




