O ouro encerrou a segunda-feira em alta, recuperando parte das perdas recentes. O movimento foi sustentado pela expectativa de que o conflito no Oriente Médio possa ser resolvido, após indicações de diálogo vindas de Washington e de Teerã.
Na Comex, braço de metais da bolsa de Nova York, o contrato do ouro com vencimento em dezembro subiu cerca de 1,8%, cotado em US$ 3.969,60 por onça-troy. A prata também avançou, com valorização acima de 3%.
Cenário geopolítico e petróleo
Autoridades iranianas mencionaram um plano para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, e retomar conversas sobre o programa nuclear, condicionando o avanço às ações dos Estados Unidos. Já o presidente americano disse estar aberto a negociar, mas reafirmou que o Irã não pode possuir armas nucleares. Com menos tensão, o petróleo caiu e ativos de risco se recuperaram.
Juros e expectativa do Fed
Mesmo com o alívio geopolítico, investidores seguem atentos ao risco de novas altas de juros nos EUA, o que tende a pesar sobre metais preciosos, que não pagam rendimento. O mercado também aguarda o relatório de emprego de outubro, conhecido como payroll, que pode influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central americano.
Analistas consultados avaliam que o dado só deve mudar o cenário de aperto monetário se trouxer surpresa muito forte em um sentido ou outro.
O que isso significa
Metais preciosos costumam reagir tanto a conflitos e incertezas globais quanto às taxas de juros. Quando os juros sobem, aplicações de renda fixa ficam mais atrativas e o ouro tende a perder força; em momentos de tensão, o metal costuma ser procurado como proteção. Entender esses dois fatores ajuda o investidor iniciante a interpretar as oscilações do mercado.




