O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, segundo o Banco Central. O resultado indica que as despesas superaram as receitas, excluindo o pagamento de juros da dívida. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a situação melhorou.
Como ficou cada esfera
- Governo federal: saldo positivo de R$ 3,5 bilhões.
- Estados e municípios: déficit de R$ 5,6 bilhões.
- Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões.
No acumulado de janeiro a setembro, o déficit primário chegou a R$ 94,3 bilhões, o equivalente a 0,93% do PIB, pior que o registrado no mesmo período de 2025.
Meta fiscal e dívida
A meta para 2026 prevê saldo negativo de 0,25% do PIB, com margem de tolerância pelo arcabouço fiscal. Já a dívida bruta do setor público se manteve estável em 82,9% do PIB, o maior nível em cerca de cinco anos e meio. Quando se incluem os juros, o resultado nominal acumulado em 12 meses foi negativo em 9,51% do PIB, indicador acompanhado por agências de classificação de risco.
O que isso significa
Déficit primário mostra que o governo gasta mais do que arrecada antes de pagar juros, e a dívida em alta exige mais gasto com juros, que hoje são elevados com a Selic em 13,75% ao ano. Para o investidor iniciante, vale acompanhar esses indicadores porque eles influenciam juros, câmbio e a percepção de risco do país, fatores que afetam preços de ativos.





