Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central realiza sua penúltima reunião do ano para decidir o rumo da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75% ao ano.
Segundo a pesquisa semanal Focus, que ouve instituições financeiras, a expectativa do mercado mudou: antes se apostava em mais um corte, mas agora a tendência é de manutenção da Selic em 13,5% no próximo mês. A decisão será divulgada no início da noite.
Fatores que pesam na decisão
- Alta recente do dólar e instabilidade no câmbio.
- Pressão dos preços do petróleo e aumento dos gastos públicos.
- Possível alta nos alimentos por causa do fenômeno climático El Niño.
Em outubro, a prévia da inflação oficial desacelerou no mês, mas o acumulado em 12 meses subiu e ficou acima do teto da meta, que é de 3%, com tolerância até 4,5%. Além disso, o Copom está com integrantes a menos, pois dois mandatos de diretores terminaram no fim de 2025 e as substituições ainda não foram enviadas ao Congresso.
A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação. Quando sobe, o crédito encarece e o consumo tende a desacelerar; quando cai, o dinheiro barateia e a economia pode crescer mais, com risco maior de alta de preços.
O que isso significa
A Selic serve de referência para as demais taxas da economia, incluindo financiamentos e aplicações em títulos públicos. Entender sua movimentação ajuda o investidor iniciante a compreender como os juros afetam a renda fixa, o crédito e o câmbio.





