O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano e interromper o ciclo de cortes de juros. A decisão ocorreu em meio a incertezas sobre as contas públicas e a inflação em alta no curto prazo, cenário que já era esperado pelo mercado financeiro.
Integrantes do PT e parte da equipe do governo passaram a criticar a postura do BC, afirmando que a autoridade monetária cedeu às pressões do mercado. Há quem defenda que o presidente indique, no futuro, diretores da instituição mais favoráveis a juros menores.
Ajuste fiscal em discussão
A meta fiscal prevista para o próximo ano é um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a diferença positiva entre receitas e despesas do governo, sem contar os juros da dívida. Segundo o Ministério da Fazenda, as medidas para garantir essa meta ainda estão sendo fechadas e devem ser apresentadas ao presidente após sua viagem internacional.
Também está prevista para o próximo domingo uma fala do presidente sobre responsabilidade fiscal, com a garantia de que programas sociais não sofrerão cortes.
- Taxa Selic: 13,75% ao ano, sem alteração
- Meta fiscal de 2027: superávit primário de 0,5% do PIB
- Duas vagas abertas na diretoria do BC, com mais duas previstas para fevereiro
O que isso significa
A Selic é o principal juro de referência da economia brasileira: quando ela sobe ou fica alta, o crédito tende a ficar mais caro e a inflação costuma ser controlada, enquanto o dinheiro aplicado em renda fixa rende mais. Já a credibilidade fiscal, isto é, a confiança de que o governo cumprirá suas metas de gastos e receitas, influencia as expectativas dos investidores sobre juros, dólar e bolsa. Por isso, notícias sobre o ajuste das contas públicas costumam ter impacto direto no mercado.




