Os juros dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto subiram na primeira atualização desta quinta-feira (5), tanto nos papéis prefixados quanto nos atrelados à inflação. O movimento veio logo após o Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central, decidir manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.
Segundo o comunicado da decisão, a autoridade monetária levou em conta a piora das expectativas para a inflação e a alta da inflação atual para interromper o ciclo de cortes da taxa básica. Antes disso, houve cinco reduções seguidas entre março e setembro deste ano.
Por que as taxas subiram
Mesmo com a postura cautelosa do Copom, o mercado segue atento aos riscos fiscais do país, ou seja, à situação das contas públicas e ao crescimento da dívida. Por causa disso, investidores estão pedindo um retorno maior para comprar ativos brasileiros.
Analistas avaliam que os participantes do mercado devem aguardar medidas do governo federal para conter o avanço do endividamento público. Também foi citado um pronunciamento do presidente marcado para o próximo domingo, com a intenção de tranquilizar o mercado.
Como ficaram os principais títulos
Na primeira atualização do dia, o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer 14,94% ao ano, acima dos 14,89% do fechamento anterior. Já o Tesouro Prefixado 2032 subiu para 15,34%. Entre os indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 chegou a 7,92% de juro real, e o IPCA+ 2050 foi a 7,48%.
O que isso significa
Juro prefixado é a taxa combinada na compra do título, enquanto o título IPCA+ garante um ganho acima da inflação. Quando as taxas sobem, os preços dos títulos já existentes tendem a cair no mercado secundário, por isso vale acompanhar o cenário com atenção antes de investir.




