
SETOR DA BOLSA
Setor de bancos na B3
No setor de bancos, as 11 empresas acompanhadas aqui somam R$ 1,00 tri em valor de mercado; o P/L médio das que têm lucro é 6,3 e o dividend yield médio dos últimos 12 meses é de 10,48% (fonte: B3, 31/10/2026 às 15:19).
Ganham com a diferença entre os juros que cobram e os que pagam, além de tarifas e serviços.
Fonte: B3. Atualizado em 31/10/2026 às 15:19 (horário de Brasília); os preços podem ter até 15 minutos de atraso.
P/L médio
6,3
11 empresas com lucro · mediana 5,6
DY médio 12 meses
10,48%
11 empresas com dado
Variação média hoje
-1,46%
11 empresas
Variação média 12 meses
+1,3%
11 empresas · últimas 52 semanas
Valor de mercado somado
R$ 1,00 tri
11 empresas na lista
| Ação | Preço | Variação no dia | Variação 12 meses | P/L | P/VP | DY 12 meses | ROE | Valor de mercado |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| R$ 38,69 | -2,15% | +12,7% | 9,6 | 1,96 | 8,01% | 21,5% | R$ 450,2 bi | |
| R$ 51,52 | -4,66% | +10,5% | 10,9 | 2,41 | 2,76% | 22,2% | R$ 200,4 bi | |
| R$ 13,86 | -2,12% | -17,8% | 5,6 | 0,80 | 13,37% | 13,2% | R$ 148,4 bi | |
| R$ 16,47 | +0,06% | -17,7% | 7,7 | 0,51 | 4,19% | 7,8% | R$ 94,2 bi | |
| R$ 23,94 | -2,84% | -12,7% | 5,0 | 0,71 | 9,64% | 14,0% | R$ 89,8 bi | |
| R$ 12,36 | -1,51% | +5,6% | 3,1 | 0,43 | 12,44% | 12,9% | R$ 6,0 bi | |
| R$ 22,17 | -0,67% | +9,8% | 5,3 | 0,82 | 12,18% | 14,0% | R$ 5,9 bi | |
| R$ 63,98 | -0,45% | -0,8% | 3,7 | 0,49 | 18,73% | 12,1% | R$ 3,6 bi | |
| R$ 9,17 | +1,78% | +26,0% | 7,2 | 1,27 | 9,37% | 17,7% | R$ 3,2 bi | |
| R$ 5,11 | -0,97% | +44,0% | 4,8 | 0,65 | 10,70% | 12,5% | R$ 1,2 bi | |
| R$ 9,96 | -2,54% | -44,7% | 6,6 | 1,29 | 13,86% | 19,7% | R$ 1,0 bi |
Fonte: B3, 31/10/2026 às 15:19. Em ordem de valor de mercado (o tamanho da empresa na bolsa). P/L = preço ÷ lucro por ação dos últimos 12 meses; P/VP = preço ÷ patrimônio por ação; DY 12 meses = dividendos e juros sobre capital próprio pagos nos últimos 12 meses ÷ preço atual; ROE = lucro ÷ patrimônio; Variação 12 meses = quanto o preço mudou nas últimas 52 semanas. "—" = dado ainda não disponível.
Como funciona o setor de bancos
Um banco capta dinheiro (depósitos, CDBs, poupança, emissões) e empresta esse dinheiro a pessoas e empresas cobrando juros maiores. A diferença entre o que cobra e o que paga se chama spread e é a principal fonte de receita. Somam-se a ela as tarifas e serviços: cartões, seguros, consórcios, gestão de fundos e assessoria a empresas.
Do outro lado está o risco de calote. Sempre que o banco espera perder parte dos empréstimos, ele separa dinheiro do lucro em uma reserva chamada provisão para devedores duvidosos (PDD). Por isso o lucro dos bancos sobe e desce junto com a inadimplência: em fases de calote alto, a provisão cresce e o lucro encolhe, mesmo que o banco esteja emprestando mais.
Na B3 convivem perfis bem diferentes: grandes bancos de varejo privados, bancos com controle público (que também executam políticas do governo, como crédito rural), bancos de investimento e bancos médios focados em nichos, como crédito consignado ou empresas de médio porte.
O que costuma mexer com essas ações
Taxa Selic
Juros altos encarecem a captação e podem frear a procura por crédito, mas também elevam a receita de aplicações. O efeito final depende do tipo de carteira de cada banco.
Inadimplência
Quando as famílias e empresas atrasam pagamentos, o banco precisa provisionar mais e o lucro cai. Desemprego e renda são termômetros importantes.
Regulação do Banco Central
Regras de capital mínimo (índice de Basileia), depósito compulsório e limites de juros (como no cartão rotativo) mudam quanto o banco pode emprestar e ganhar.
Concorrência digital
Bancos digitais e o Pix pressionaram tarifas e obrigaram os bancos tradicionais a investir em tecnologia.
Controlador público
Em bancos com controle do governo, decisões de política econômica podem pesar sobre margens e distribuição de lucros.
Que números costumam ser observados
- ROE (retorno sobre o patrimônio) é o principal termômetro de rentabilidade de um banco.
- P/VP faz sentido aqui porque o patrimônio de um banco é formado quase todo por ativos financeiros, com valor mais fácil de medir.
- Dívida líquida/EBITDA não se aplica a bancos: para eles, dinheiro captado é matéria-prima, não endividamento comum.
- Inadimplência e índice de Basileia aparecem nos relatórios trimestrais de cada banco (área de Relações com Investidores).
Para entender cada indicador com calma, veja a trilha de ações e use o filtro de ações para filtrar empresas por P/L, P/VP, dividend yield e ROE.
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Perguntas sobre o setor de bancos
Perguntas frequentes
Por que o P/VP é tão usado para analisar bancos?+
Porque o patrimônio de um banco é formado principalmente por empréstimos, títulos e caixa, cujo valor é mais fácil de medir do que fábricas ou marcas. O P/VP mostra quantas vezes o mercado paga esse patrimônio; ele costuma ser lido junto com o ROE, já que bancos mais rentáveis tendem a ser negociados a P/VP maiores.
O que é JCP, que os bancos pagam com frequência?+
Juros sobre capital próprio são uma forma de distribuir lucro ao acionista que a empresa pode descontar do seu imposto. Para quem recebe, o JCP tem imposto de renda retido na fonte, enquanto os dividendos seguem regras de tributação próprias — confira as regras em vigor no site da Receita Federal. Muitos bancos pagam JCP mensal ou trimestralmente.
Banco com lucro alto sempre paga dividendo alto?+
Não necessariamente. O banco precisa manter capital mínimo exigido pelo Banco Central para continuar emprestando. Se quiser crescer a carteira de crédito, pode reter mais lucro. O dividend yield da tabela mostra quanto cada um pagou nos últimos 12 meses em relação ao preço atual.
Outros setores da B3
Conteúdo exclusivamente educacional, escrito pela Redação Investidor Invest. A lista de empresas é uma seleção editorial das ações mais negociadas do setor e não constitui recomendação de compra ou venda. Médias e indicadores olham para o passado e não garantem resultados futuros. Dados da B3.