
SETOR DA BOLSA
Setor de energia elétrica na B3
No setor de energia elétrica, as 13 empresas acompanhadas aqui somam R$ 448,5 bi em valor de mercado; o P/L médio das que têm lucro é 14,8 e o dividend yield médio dos últimos 12 meses é de 4,61% (fonte: B3, 31/10/2026 às 15:20).
Geração, transmissão e distribuição de energia, com receitas em boa parte reguladas pela Aneel.
Fonte: B3. Atualizado em 31/10/2026 às 15:20 (horário de Brasília); os preços podem ter até 15 minutos de atraso.
P/L médio
14,8
12 empresas com lucro · mediana 8,2
DY médio 12 meses
4,61%
13 empresas com dado
Variação média hoje
-0,10%
13 empresas
Variação média 12 meses
+4,1%
13 empresas · últimas 52 semanas
Valor de mercado somado
R$ 448,5 bi
13 empresas na lista
| Ação | Preço | Variação no dia | Variação 12 meses | P/L | P/VP | DY 12 meses | ROE | Valor de mercado |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| R$ 47,43 | -0,52% | +14,1% | 10,8 | 1,10 | 3,15% | 9,9% | R$ 115,0 bi | |
| R$ 25,70 | -0,50% | +47,6% | 51,5 | 2,45 | 0,00% | 4,7% | R$ 49,0 bi | |
| R$ 41,90 | -1,43% | +10,9% | 8,0 | 2,13 | 2,07% | 26,4% | R$ 48,3 bi | |
| R$ 14,32 | -1,24% | +19,9% | 13,6 | 1,77 | 7,42% | 13,0% | R$ 42,5 bi | |
| R$ 32,60 | -0,91% | -9,0% | 42,7 | 1,57 | 4,45% | 3,7% | R$ 40,1 bi | |
| R$ 26,26 | -0,76% | -2,9% | 7,6 | 2,48 | 6,97% | 26,4% | R$ 37,2 bi | |
| R$ 10,07 | +0,00% | +2,6% | 6,3 | 0,99 | 13,30% | 15,7% | R$ 34,9 bi | |
| R$ 44,29 | -0,47% | -4,0% | 14,7 | 1,14 | 2,57% | 7,8% | R$ 22,3 bi | |
| R$ 24,76 | -0,56% | +13,2% | 5,8 | 1,09 | 7,47% | 12,7% | R$ 19,7 bi | |
| R$ 39,59 | +0,99% | +14,4% | 8,4 | 1,69 | 9,09% | 20,1% | R$ 13,6 bi | |
| R$ 10,87 | -0,91% | -5,1% | -10,5 | 0,99 | 0,00% | -9,5% | R$ 11,4 bi | |
| R$ 31,40 | +0,35% | +1,9% | 7,5 | 1,07 | 3,44% | 14,4% | R$ 10,4 bi | |
| R$ 2,49 | +4,62% | -50,9% | 0,4 | 0,43 | 0,00% | 25,9% | R$ 4,0 bi |
Fonte: B3, 31/10/2026 às 15:20. Em ordem de valor de mercado (o tamanho da empresa na bolsa). P/L = preço ÷ lucro por ação dos últimos 12 meses; P/VP = preço ÷ patrimônio por ação; DY 12 meses = dividendos e juros sobre capital próprio pagos nos últimos 12 meses ÷ preço atual; ROE = lucro ÷ patrimônio; Variação 12 meses = quanto o preço mudou nas últimas 52 semanas. "—" = dado ainda não disponível.
Como funciona o setor de energia elétrica
O setor elétrico tem três elos. A geração produz a energia em usinas hidrelétricas, eólicas, solares ou térmicas e vende essa energia em contratos de longo prazo ou no mercado livre. A transmissão leva a energia em alta tensão por grandes distâncias e recebe uma receita anual fixa definida em leilão (a RAP), corrigida pela inflação e que não depende de quanta energia passa pelas linhas. A distribuição entrega a energia nas casas e empresas e cobra a tarifa da conta de luz, revista periodicamente pela Aneel.
Muitas companhias atuam em mais de um elo e algumas têm controle estatal (estadual ou federal), o que influencia a política de investimentos e de dividendos. Como boa parte das receitas vem de contratos longos e regulados, o setor é conhecido por resultados mais previsíveis do que a média da bolsa, mas não está livre de riscos.
O que costuma mexer com essas ações
Chuvas e reservatórios
Com pouca chuva, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar energia mais cara para cumprir contratos. É o chamado risco hidrológico.
Preço da energia no mercado livre
O preço de curto prazo (PLD) afeta quem tem energia descontratada para vender ou precisa comprar.
Inflação
Contratos de transmissão e tarifas de distribuição são corrigidos por índices de inflação, o que protege parte da receita.
Juros
Empresas do setor costumam ser endividadas para construir usinas e linhas; juros altos encarecem a dívida e tornam a renda fixa uma concorrente mais forte pelos dividendos.
Regulação e concessões
Decisões da Aneel, regras de renovação das concessões e mudanças no modelo do setor podem alterar o valor das empresas.
Que números costumam ser observados
- Dividend yield e a regularidade dos proventos ao longo dos anos — o setor é procurado por quem estuda renda passiva.
- Dívida líquida/EBITDA, porque o setor exige investimento pesado e financiado.
- Prazo das concessões e dos contratos: receita contratada por mais tempo dá mais visibilidade.
- Distribuidoras: perdas de energia (furtos, os "gatos") e inadimplência na área atendida.
Para entender cada indicador com calma, veja a trilha de ações e use o filtro de ações para filtrar empresas por P/L, P/VP, dividend yield e ROE.
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Perguntas sobre o setor de energia elétrica
Perguntas frequentes
Por que as transmissoras são consideradas previsíveis?+
Porque a receita delas (RAP) é definida no leilão da concessão e corrigida pela inflação, sem depender do volume de energia transportada. O risco maior está na construção de novas linhas, na disponibilidade da rede e nas revisões periódicas feitas pela Aneel.
O que é uma unit, como TAEE11 ou ENGI11?+
Unit é um pacote de ações de classes diferentes da mesma empresa negociado com um único código. A TAEE11, por exemplo, reúne 1 ação ordinária e 2 preferenciais da Taesa. A comparação TAEE11 x TAEE4 explica isso em detalhe.
A Selic afeta as ações de energia?+
Sim, de duas formas: encarece a dívida das empresas e aumenta o retorno da renda fixa, que passa a competir com os dividendos do setor. Por isso essas ações costumam reagir a mudanças nas expectativas de juros.
Outros setores da B3
Conteúdo exclusivamente educacional, escrito pela Redação Investidor Invest. A lista de empresas é uma seleção editorial das ações mais negociadas do setor e não constitui recomendação de compra ou venda. Médias e indicadores olham para o passado e não garantem resultados futuros. Dados da B3.